Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

O Pacto - Jodi Picoult

 

                 O Pacto

 

 

Sinopse:

«Há dezoito anos que os Harte e os Gold vivem lado a lado, partilhando tudo, desde comida chinesa e varicela até irem buscar os filhos uns dos outros à vez. Quer os pais quer os filhos são melhores amigos, por isso, não é nenhuma surpresa quando a amizade entre Chris e Emily se transforma em algo mais na altura do liceu. Tornaram-se almas gémeas no momento em que Emily nasceu. Quando ligam do hospital por volta da meia-noite, ninguém está preparado para a verdade terrível: Emily, com apenas dezassete anos, está morta devido a um tiro na cabeça, aparentemente resultado de um pacto suicida. A arma contém uma bala que Chris diz à polícia estar-lhe destinada, mas uma detective local tem dúvidas. Os Harte e os Gold, num único momento aterrador, têm de encarar o pior medo de um pai: será que conhecemos mesmo os nossos filhos?»

 

 

      Mais um livro fenomenal... algo inquietante... muito realista no que se refere aos sentimentos e emoções transmitidas... A questão das perturbações na adolescência é, sem dúvida, inesgotável e neste livro são apontadas algumas chamadas de atenção aos pais...

 

«será que conhecemos mesmo os nossos filhos?»

 

      Jodi Picoult é, realmente, "uma mestra". Gosto da forma como escreve, como nos prende da primeira à última linha; gosto dos temas abordados - actuais, polémicos, que nos obrigam a pensar: "e se fosse comigo, com o meu filho?"; enfim, gosto da abrangência das temáticas secundárias que nos permitem conhecer certos pormenores, nomeadamente, como é viver na prisão, como funciona o sistema jurídico, como decorrem os julgamentos, o papel dos advogados no processo...

 

publicado por Cris às 23:48
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Sábado, 16 de Maio de 2009

A Vida num Sopro - José Rodrigues dos Santos

 

           

 

 

Sinopse:

«Portugal, anos 30.

Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.

Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.

Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.

Com A vida num sopro, José Rodrigues dos Santos traz o grande romance de volta às letras portuguesas.»

 

 

      Um romance muito diferente dos últimos de José Rodrigues dos Santos... mas que segue a linha de "A Filha do Capitão" do mesmo autor.

      Ao iniciar a leitura senti-me, de algum modo, transportada para os romances de Camilo Castelo Branco de que tanto gosto: um amor entre dois jovens que tem tudo para dar certo mas que, pelas armadilhas do destino, se transforma num amor impossível, sobretudo porque se passa numa época mais conservadora da nossa história - o Portugal dos anos 30 - em que o casamento é para toda a vida e a obediência à vontade suprema dos pais ainda é entrave para concretizar sonhos próprios.

      Um livro que nos prende a atenção da primeira à última página e que, como é comum em todas as obras deste autor, alia a ficção às informações históricas verídicas.

 

 

publicado por Cris às 23:36
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Terça-feira, 31 de Março de 2009

Os Órfãos do Mal - Nicolas D'Estienne D'Orves

 

 

              

 

Sinopse:

      «Anaïs, jovem jornalista francesa, é contactada por um coleccionador norueguês que investiga os Lebensborn, campos de procriação alemães. O que aconteceu a essas crianças? Em que homens e mulheres se tornaram? Quando quatro pessoas, sem nada em comum a não ser o terem sido criados num desses viveiros humanos, aparecem mortas a polícia tenta abafar o caso. Anaïs decide ir mais longe. Arrisca-se a penetrar num dos mais negros segredos da História, mas talvez seja tarde demais para recuar...»

 

 

 

      A leitura deste livro constituiu para mim uma agradável surpresa. Confesso que o iniciei com alguma relutância, embora o tema abordado me tenha deixado, desde logo, muito curiosa. 

      Como sou um pouco "fascinada" por esta época da nossa história e respectivos segredos ainda por revelar, acabei por me deixar envolver pela narrativa de Nicolas D'Orves. Uma escrita absorvente, repleta de momentos baseados em factos verídicos (alguns dos quais arrepiantes), "obriga-nos" a percorrer as páginas deste livro com uma certa avidez.

 

 

      «Naquilo que os Alemães fizeram talvez haja alguma coisa que exerce sobre nós um fascínio mórbido - algo que abre as catacumbas da imaginação.»

      Stephen King, in Os Órfãos do Mal - Nicolas D'Estienne D'Orves

 

publicado por Cris às 15:04
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafon

 

         

 

Sinopse
«Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.

Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.»

 

      Mais uma vez Carlos Ruiz Zafon conseguiu enredar-me na sua fabulosa escrita. O livro lê-se com relativa facilidade e rapidez apesar das suas quase seiscentas páginas, mas deixa no final um vazio que só consigo justificar com as expectativas tão elevadas que criei após a leitura de "A Sombra do Vento".

      "O Jogo do Anjo" é igualmente fascinante, com inúmeros momentos de suspense, quase terror e algum romance também, que nos prendem a atenção da primeira à última página. Mais uma vez somos transportados para a Barcelona do início do século XX, onde conhecemos personagens que cultivam o amor aos livros e à sua preservação, quer a do seu estado físico quer a da alma que, acreditam, todos os livros possuem.

      Dados interessantes: regressar ao cemitério dos livros esquecidos de "A Sombra do Vento", revisitar e conhecer outros pormenores da história da família Sempere e da sua peculiar livraria.

 

publicado por Cris às 23:21
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Poemas de Amor e Desamor - Cláudia Moreira

 

 

           

                                           Imagem "roubada" daqui!

 

 

      Hoje apresento-vos este livro que encerra as palavras sentidas de uma querida amiga!! Já li e gostei do que li!

      Toca-nos cá dentro porque nos fala de sentimentos, sentimentos que edificam, dia-a-dia, a nossa vida. Afinal, são o AMOR e o DESAMOR os responsáveis por nos fazer caminhar, construir, crescer, sonhar...

       Muitos parabéns Cláudia! Ficamos à espera do próximo...

 

publicado por Cris às 15:01
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

O Sétimo Selo - José Rodrigues dos Santos

 

                 

 

Sinopse:
 
«Um cientista é assassinado na Antárctica e a Interpol contacta Tomás Noronha para decifrar um enigma com mais de mil anos, um segredo bíblico que o criminoso rabiscou numa folha e deixou ao lado do cadáver: 666.

O mistério em torno do número da Besta lança Tomás numa aventura de tirar o fôlego, uma busca que o levará a confrontar-se com o momento mais temido por toda a humanidade: O apocalipse.

De Portugal à Sibéria, da Antárctica à Austrália, O Sétimo Selo transporta-nos numa empolgante viagem às maiores ameaças que se erguem à sobrevivência da Humanidade. Baseando-se em informação científica actualizada, José Rodrigues dos Santos volta com este emocionante romance aos grandes temas contemporâneos, numa descoberta que poderá abalar a forma como cada um de nós encara o futuro da humanidade e do nosso planeta.»

 

 

      Brilhante este livro de José Rodrigues dos Santos! Mais uma vez o autor consegue abordar temas bastante actuais da nossa história, de forma exaustiva, sem ser demasiado maçador. Refiro-me, por exemplo, à gradual redução na produção do petróleo a nível mundial e consequente aumento dos preços dos combustíveis, as alternativas possíveis, o aquecimento do planeta, o envelhecimento da população e a forma como lidamos com a velhice...

      Através de uma nota final, o autor refere as suas fontes, autenticando toda a informação contida no livro. Essas informações constituem, para cada um de nós, meros habitantes deste frágil planeta, revelações no mínimo assustadoras!

 

      Destaco uma curiosidade em que já tinha reparado nas duas outras obras desta saga: a referência minuciosa aos pratos e bebidas (e respectivas composições) típicas das regiões/países que são palco desta aventura... e não são poucos!

 

publicado por Cris às 23:53
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Memórias do livro - Geraldine Brooks

 

                

 

 

      Gostei muito de ler este livro. Um livro que nos fala de outro livro, raro e bastante antigo!

      É uma daquelas narrativas que deixam, no final, a vontade de continuar a ler, de descobrir tantos outros pormenores misteriosos que envolvem este livro antigo, ao longo de centenas de anos de existência: as vidas daqueles que o manusearam, pelas mais diversas razões; daqueles que o adoraram e procuraram, a todo o custo, protegê-lo de uma destruição certa; daqueles que o odiaram e tudo fizeram para o destruir...

 

 

Sinopse:

«Em 1996, é oferecido a uma conservadora de livros raros o sonho de uma vida: a análise e conservação de um misterioso e magnificamente iluminado códice hebraico da Espanha do século XV e salvo da destruição durante o bombardeamento das bibliotecas de Sarjevo. Quando Hanna descobre uma série de minúsculos artefactos na encadernação do livro - um fragmento de uma asa de insecto, manchas de vinho, pedras de sal, um cabelo branco - começa a aceder aos mistérios passados que envolveram o livro e a desvendar as histórias dramáticas daqueles que o criaram e que tudo fizeram para o proteger.
As Memórias do Livro está repleto de inesquecíveis vozes do passado, mas é a voz de Hanna - controversa e contemporânea - que o converte numa leitura compulsiva que transcende os habituais limites da ficção histórica. Inspirado numa história verídica e prendendo o leitor desde a primeira página, As Memórias do Livro contém todas as características da escrita que levou Geraldina Brooker a receber o prémio Pulitzer.»

 

publicado por Cris às 12:22
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Visto da Lua - Alice Sebold

 

 

                        

 

      Visto da Lua, de Alice Sebold, desiludiu-me um pouco, talvez porque o título me tenha criado expectativas, sugeridas pelas suas semelhanças com o título do outro romance da autora, Visto do Céu, do qual, sem dúvida, gostei mais.

      Trata-se da história da estranha relação entre uma filha e a sua mãe, a qual, sofrendo de agorafobia, se manteve enclausurada em casa durante toda a sua vida.

      O romance desenrola-se num curto espaço de tempo (cerca de 24 horas) durante o qual Helen, a filha já adulta, acaba por matar a própria mãe numa oportunidade oferecida por um simples acaso. Este acto trará à sua memória uma série de situações da sua relação com a mãe ao longo da vida, que se confundem num misto de amor e ódio. Essas situações reflectem, essencialmente, as privações e as humilhações vividas por Helen, resultantes da doença mental da mãe, da fraqueza do pai ao cometer suicídio e da sua inevitável dedicação àquela estranha mulher...

     

publicado por Cris às 16:55
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Desaparecidos - Tana French

 

           

                       

 

Sinopse

«Em Desaparecidos, guiado apenas por fragmentos de memórias há muito enterradas, Ryan tem oportunidade de esclarecer tanto o mistério do caso presente como o seu próprio passado sombrio.

Era um anoitecer do Verão de 1984 no pequeno subúrbio da cidade de Dublin e as mães chamavam os filhos para dentro. Mas, neste suave entardecer, três crianças não regressaram do bosque. Quando a Polícia chegou, encontrou apenas uma criança aterrorizada agarrada ao tronco de uma árvore, com as sapatilhas cheias de sangue e incapaz de se recordar do mínimo pormenor das últimas horas.
Vinte anos mais tarde, o rapaz encontrado no bosque, Rob Ryan, é detective da Brigada de Investigação Criminal de Dublin e mantém o seu passado em segredo. Mas, quando uma rapariguinha de doze anos é encontrada assassinada no mesmo bosque, ele e a detective Cassie Maddox – sua parceira e melhor amiga – vêem-se envolvidos na investigação de um caso aterradoramente semelhante ao antigo mistério ainda por resolver.»

 

      Desaparecidos é a obra com que se estreia Tana French. Uma escrita envolvente, um desenvolvimento enigmático, facilitam a rápida leitura deste romance.

      A trama psicológica em que se vê envolvido o protagonista transporta-nos para um cenário quase aterrador. O bosque, onde se desenrola grande parte da acção, acaba por nos provocar, também a nós leitores, uma certa angústia e até repulsa...

      Destaco, também, a forma brilhante como são descritos determinados procedimentos e cenários do universo policial, sobretudo através do ponto de vista dos próprios detectives...

      No final fica, na minha opinião, o sabor a pouco... Nem tudo fica claramente esclarecido... Daí o título, provavelmente!

 

 

publicado por Cris às 11:56
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Uma Questão de Fé - Jodi Picoult

 

                      

 

      Mais um livro surpreendente de Jodi Picoult!

      Mais um tema polémico, actual, que nos faz reflectir sobre a nossa Fé e sobre Deus. Até que ponto acreditamos? Como lidamos com as questões relacionadas com a religião?

      A história é-nos narrada pelas próprias personagens, na primeira pessoa, o que nos permite perceber o que sente cada uma delas face ao mesmo caso. Aliás, esta é uma característica presente em todas as obras de Jodi Picoult que tive oportunidade de ler.

      Destaca-se mais uma vez, como em várias das outras obras desta autora, o relevo dado ao amor maternal e, acima de tudo, àquilo que uma mãe é capaz de fazer para proteger a própria filha.

 

Sinopse:

«Pela segunda vez no seu casamento, Mariah White apanha o marido com outra mulher, e Faith, a filha de ambos, assiste a cada doloroso momento. Após o inevitável divórcio, Mariah luta contra a depressão e Faith começa a conversar com um amigo imaginário.

A princípio, Mariah desvaloriza o comportamento da filha, atribuindo-o à imaginação infantil. Mas quando Faith começa a recitar passagens da Bíblia, a apresentar estigmas e a fazer milagres, Mariah interroga-se se sua filha não estará a falar com Deus. Quase sem se aperceberem, mãe e filha vêem-se no centro de polémicas, perseguidas por crentes e não-crentes e apanhadas num circo mediático que ameaça a pouca estabilidade que lhes resta.»

publicado por Cris às 23:58
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

A Criança Roubada - Keith Donohue

 

       

                            

 

      A Criança Roubada conta-nos a história enigmática de uma criança de sete anos que é roubada por trasgos (pequenas fadas da floresta que nunca envelhecem) e substituída por um destes seres, que assume a sua identidade e cresce no seu lugar, sem que os pais percebam  a troca (intimamente julgo que o percebem, sobretudo o pai, visto que esta criança possui um talento para a música que o verdadeiro Henry nunca tinha manifestado).

      O desenrolar dos acontecimentos é narrado ora por Henry, a criança roubada entretanto transformada em trasgo, ora pelo trasgo que assume a identidade de Henry e vive a sua vida. Ao longo da narrativa, o "falso" Henry vive assombrado pelo medo de se ver denunciado, mas vai descobrindo pouco a pouco quem realmente é...

 

      É uma história que questiona a busca de identidade, que tantas vezes nos preocupa. Explora-se aqui, igualmente, a essência mais natural do Homem, na sua interacção directa com a natureza, com um modo de vida mais selvagem, por isso mais livre...

publicado por Cris às 12:09
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Rio das Flores - Miguel Sousa Tavares

 

          

 

      Trinta anos de história, passados na primeira parte do século XX, entre o Alentejo/ Lisboa, Espanha e Brasil, são retratados neste romance histórico...

      Através de um texto bastante cuidado e muito fundamentado, Miguel Sousa Tavares conta-nos a saga de dois irmãos que, embora unidos pelo amor à terra alentejana, onde nasceram, acabam por seguir percursos quase opostos, marcados por diferentes escolhas políticas, seguindo paixões, amores, ideais que, por vezes se chocam, na eterna busca da felicidade.

 

     É um livro de fácil leitura, gostei muito do enredo, no entanto acho que algumas passagens, referentes a momentos políticos, são demasiado exaustivas o que nos leva, por vezes, a perder o fio condutor da trama...

 

Citando:

«A arte, qualquer arte, não tem de servir um fim: a arte oferece-se a si mesma e esse é o seu fim natural.»

 

«O melhor que a amizade tem é a partilha do silêncio.»

 

«Há decisões que se tomam e que se lamentam a vida toda e há decisões que se amarga o resto da vida não ter tomado. E há ainda ocasiões em que uma decisão menor, quase banal, acaba por se transformar, por força do destino, numa decisão imensa, que não se buscava mas que vem ter connosco, mudando para sempre os dias que se imaginava ter pela frente.»

 

publicado por Cris às 12:50
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Sábado, 5 de Julho de 2008

Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Mia Couto

 

                          

 

      Venenos de Deus, Remédios do Diabo é o mais recente romance de Mia Couto que se lê num sopro... Mais uma vez nos vimos, nesta história, envolvidos pela escrita do autor, pela magia que coloca nas palavras que usa e reinventa, adaptando-as à situação narrada.

     

      Encontramos aqui mais um retrato de Moçambique, o país natal de Mia Couto: Um médico português resolve tornar-se cooperante em Vila Cacimba, zona moçambicana onde pretende encontrar a mulata Deolinda que conhecera em Lisboa e por quem se "perdera de amores".

      Enquanto aguarda a chegada da amada, que terá supostamente partido para frequentar um estágio em parte incerta, o médico Sidónio Rosa vai descobrindo os segredos e mistérios que envolvem a família de Deolinda.

 

      Mais uma vez me encantaram as palavras reinventadas por Mia Couto e os pensamentos certeiros do autor, que tornam a leitura dos seus textos ainda mais aliciante. Alguns exemplos neste livro:

  • «definitivar-se»: morrer;
  • «canguruar»: saltitar;
  • «tresandarilhos»: loucos;
  • «desnovelar»: contar;
  • «estatuar»: ficar parado...

     

      «Depois de tantos anos, deixamos de viver na casa e passamos a ser a casa onde vivemos»

 

      «Homem que baba não morde»

 

      «Quem tem medo da infelicidade nunca chega a ser feliz»

 

      «Diz-se que o silêncio inspira medo porque, nesse vazio, ninguém é dono de nada»

 

publicado por Cris às 23:02
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

 

                        

 

      Fantástico, este livro! Daqueles que deixam saudades quando chegamos à última linha.

      Um livro sobre leitores e livros... sobre um livro em particular, responsável por mudar a vida daqueles que se cruzam com ele... o relato de uma trágica história de amor entrelaçada a outra, que praticamente repete a primeira, mas com um final que se constituirá como a nova oportunidade dada ao amor...

      ... Verdadeiramente surpreendente!

 

Sinopse:

«Numa manhã de 1945 um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona.» 
 

 

Carlos Ruiz Zafón em “A sombra do vento”:

"... o prazer de ler, de explorar portas que se nos abrem na alma, de nos abandonarmos à imaginação, à beleza e ao mistério da ficção e da linguagem."

 

"os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro."

 

"Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre o caminho até ao seu coração."

                      

“Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.”
publicado por Cris às 15:56
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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Blindness - Ensaio sobre a Cegueira

           

                «Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara»

                 Livro dos Conselhos in: Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

 

 

      O romance Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago inspirou o filme Blindness, no qual se conta a história de uma "epidemia" de cegueira que atinge toda a humanidade, à excepção de uma mulher. A esposa de um médico vê-se, assim, como única testemunha visual da morte, da crueldade e da degradação que a cercam: "Mais aterrador do que ser cego é ser a única pessoa que vê!"

 

      Ainda não vi o filme mas já li o livro que é, na minha opinião, o melhor do premiado com o Nobel.

 

publicado por Cris às 12:43
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"Leio e estou liberto, adquiro objectividade. Deixei de ser eu e disperso. E o que leio, em vez de ser um trajo meu que mal vejo e por vezes me pesa, é a grande clareza do mundo externo."

        Fernando Pessoa

 

"Pegar um livro e abri-lo guarda a possibilidade do facto estético. O que são as palavras dormindo num livro? O que são esses símbolos mortos? Nada, absolutamente. O que é um livro se não o abrimos? Simplesmente um cubo de papel e couro, com folhas; mas se o lemos acontece algo especial, creio que muda a cada vez.”

* Jorge Luís Borges *

 

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